O consumismo é uma compulsão que leva o
indivíduo a comprar de forma ilimitada e sem necessidade bens, mercadorias e/ou
serviços. Ele se deixa influenciar excessivamente pela mídia, o que é comum em
um sistema dominado pelas preocupações de ordem material, na qual os apelos do
capitalismo calam fundo na mente humana. Não é à toa que o universo
contemporâneo no qual habitamos é conhecido como “sociedade de consumo”. Depois
da Revolução Industrial, que possibilitou o aumento da escala de produção e
incrementou o volume de mercadorias em circulação, o mundo se modificou
profundamente. Com a industrialização veio o desenvolvimento econômico nos
moldes do liberalismo e o consumismo alienado, ou seja, é como se as
mercadorias fossem entidades abstratas e autônomas, independentes dos esforços
humanos.
O consumista não age como o consumidor,
que compra as mercadorias e os serviços de que necessita para sua existência,
já aquele está sempre atravessando as fronteiras da necessidade e tocando as
margens do supérfluo. Ele atua muitas vezes movido por distúrbios emocionais e
psicológicos, ou por motivações socioeconômicas, como uma espécie de
compensação pela frieza do convívio social, pela carência financeira, por uma autoestima
deteriorada, e por tantas outras razões.
Além do mais, o acúmulo cada vez maior
de supérfluos leva nossa sociedade a uma deterioração dos hábitos e dos
valores, pois as pessoas se tornam gradualmente escravas do materialismo, em
detrimento do caráter espiritual da vida. As próprias relações sociais se
desvalorizam diante da valia crescente das mercadorias, na verdade até mesmo os
relacionamentos se submetem a critérios materiais. O consumismo pode provocar
também uma grave perturbação psíquica, a oneomania, que conduz o indivíduo a um
gasto compulsivo, mais comum entre as mulheres. A natureza também é prejudicada
pelo consumo ilimitado, porque o incremento das mercadorias, não só da demanda,
mas também da oferta, produz no meio ambiente o aumento do volume do lixo.
Algumas ações para um consumo consciente:
·
Economize
papel:
Procure usar os dois lados do papel,
produto que exige grande quantidade de água e de energia para ser produzido.
Antes de imprimir um documento, revise-o com cuidado, para não gastar papel e
tinta à toa. Reutilize envelopes.
·
Compre
somente o necessário:
Para combater o excesso de lixo é
preciso combater o excesso de luxo. Evite fazer compras por impulso, não
consuma além de suas possibilidades para não desperdiçar. Planeje bem antes de
ir ao mercado e evite comprar grandes volumes para estoque. Quanto menos você
comprar, menos vai jogar fora.
·
Leve
sua própria sacola ao fazer compras:
Usando sua própria sacola de pano, você
deixa de usar, e, posteriormente, descartar vários sacos plásticos.
Quando não for possível, encha a sacola
plástica para reduzir a quantidade delas que você leva para casa e que irão
parar no lixo. Este tipo de saco demora cerca de 450 anos para se decompuser.
·
Evite
o desperdício de alimentos:
Varie o cardápio. Talos, folhas,
sementes e cascas têm grande valor nutritivo e podem ser utilizados em diversas
receitas.
·
Economize
água ao lavar a louça:
Enquanto ensaboar a louça, feche a
torneira. Abra somente para o enxágue. 15 minutos de torneira aberta gasta em
média 240 litros de água.
Uma opção para economizar é utilizar uma
bacia cheia de água para ensaboar a louça.
·
Utilize
mais a bicicleta:
Em algumas estações do metrô de São
Paulo já existe um serviço de aluguel de bicicletas. Pretende-se incentivar a
população a utiliza-la como meio de transporte alternativo para seu
deslocamento, além de atividades de lazer.
·
Gaste
menos combustível com o carro:
Faça sempre a manutenção geral, mantendo
o motor bem regulado. Motor desregulado consome mais combustível e polui muito
mais o ar. Verifique também velas e filtros de ar e de óleo. Andar com o ar
condicionado ligado pode consumir até 5% a mais de combustível.
Respeite a capacidade de carga máxima de
seu veículo. Quanto maior a carga, maior o consumo e o desgaste geral. Nas
estradas, mantenha uma velocidade média entre 80 a 110 km/h. Velocidades
variando ou muito altas consomem mais combustível.
Pneus com baixa calibração ou
desalinhados implicam em um gasto muito maior de combustível.
·
Economize
energia ao lavar e passar a roupa:
Quando utilizar a máquina de lavar
roupas, economize água e energia lavando, de uma só vez, a quantidade máxima de
roupa indicada pelo fabricante. Utilize a secadora com sua capacidade máxima,
evitando o desperdício de energia elétrica.
Não use o ferro elétrico nos horários em
que outros aparelhos estejam ligados, pois ele sobrecarrega a rede elétrica. Passe
primeiro as roupas delicadas, que precisam de menos calor. No final, depois de
desligar o ferro, aproveite ainda seu calor para passar algumas roupas leves.
·
Separe
corretamente o lixo para reciclagem:
O consumidor só participa do primeiro
passo da reciclagem, que é a separação do lixo. Mas se ele não o fizer
corretamente, dificultará todo o resto do processo.
A forma mais simples de separar é isolar
o lixo seco (embalagens, papéis, revistas, jornais...) do molhado (restos
orgânicos como cascas de frutas, talos de verduras).
Um material reciclável (uma embalagem de
plástico, por exemplo), em contato com contaminantes (óleos, graxas, colantes,
solventes, etc.) deixa de ser reciclável, devido à dificuldade de limpeza do
material para remoção desses contaminantes. Portanto, a correta separação dos
materiais é essencial para que o processo de reciclagem seja bem sucedido.

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